Frente contra corrupção reúne entidades
abril 28, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
Ministério Público e magistrados vão analisar os projetos selecionados pela frente parlamentar para votação na Câmara.
Brasília (28/4) – A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vão analisar e indicar quais dos 69 projetos relacionados ao combate à corrupção, selecionados pela Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, que deverão ter prioridade nas ações do grupo de deputados, segundo a opinião das entidades. Isso ficou acertado em reunião, na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira. Leia mais
Municípios concluem em maio conferências de segurança
abril 28, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
Etapa é preparatória da estadual para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, promovida pelo Ministério da Justiça.
Brasília (28/4) – Em maio realizam-se as últimas conferências municipais preparatórias para as etapas estaduais que vão fechar propostas para a 1ª Conseg (Conferência Nacional de Segurança Pública), evento que reunirá em Brasília, em agosto, mais de duas mil pessoas. A iniciativa é do Ministério da Justiça e objetiva definir princípios e diretrizes da Política Nacional de Segurança Pública. Leia mais
Biscaia debate segurança pública e direitos humanos em João Pessoa
abril 25, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
Deputado fez a palestra de abertura da conferência livre, na Universidade Federal da Paraíba, a convite do deputado petista Luiz Couto
Brasília (25/4) – Na noite desta sexta-feira, em João Pessoa, capital da Paraíba, foi aberta a Conferência Livre sobre Segurança Pública e Direitos Humanos, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O deputado Antonio Carlos Biscaia foi o palestrante da abertura do evento, que teve a presença de advogados, militantes de direitos humanos, professores e representantes de comunidades locais. Leia mais
CCJ define crimes contra a humanidade
abril 24, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
Brasília (24/4)– A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados deu mais um passo para a adesão plena do Brasil ao Estatuto de Roma, que instituiu o Tribunal Penal Internacional (TPI) para julgamento de crimes contra a humanidade. Nesta quinta-feira, os deputados aprovaram, por unanimidade, o substitutivo do relator Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) ao PL 301/07, que define crimes de violação do direito internacional humanitário e estabelece normas para a cooperação judiciária do Brasil com o TPI.
“Atendendo aos compromissos internacionais, com este projeto aprovado o Brasil estará adotando uma legislação penal indispensável para sua plena adesão ao TPI”, explica o deputado Biscaia. Segundo ele, é de extrema importância que as normas brasileiras sejam submetidas à apreciação do plenário da Câmara, para que o país conclua o seu processo de adesão ao Estatuto de Roma, aprovada por decreto legislativo de 2002. Neste sentido, vai conversar com o líder do governo, deputado Henrique Fontana, para que as lideranças decidam pela inclusão do projeto na pauta de votações do plenário.
O projeto original foi apresentado pelo deputado Dr. Rosinha (PT-PR), propondo a tipificação na legislação brasileira dos crimes previstos no Estatuto de Roma. O TPI, para o autor do projeto, significa uma das grandes conquistas do mundo porque abriu a possibilidade de punição dos crimes de genocídio, guerra e contra a humanidade. Com emendas, o projeto foi aprovado por duas comissões temáticas: Direitos Humanos e Minorias e Relações Exteriores e Defesa Nacional. A ele foi apensado outro projeto, enviado pelo governo.
Crimes – Pelo substitutivo aprovado, o Brasil passa a ter em seu arcabouço legal a tipificação e as punições para os crimes de: genocídio; contra a humanidade; de guerra; contra a administração da justiça do TPI.
O crime de genocídio deve ter a intenção de “destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso” e as penas de reclusão variam de cinco a 30 anos.
Os crimes contra a humanidade são aqueles praticados “no contexto de ataque, generalizado ou sistemático, dirigido contra população civil” e ocorrem por: homicídio, extermínio, escravidão, tráfico, deportação ou deslocamento forçado, privação de liberdade, tortura, tratamentos degradantes ou desumanos, escravidão sexual, prostituição forçada, gravidez forçada, esterilização forçada, desaparecimento forçado, segregação racial, lesão corporal. As penas variam de reclusão de quatro a 30 anos.
TPI – O substitutivo estabelece as normas de cooperação do Brasil com o TPI, que terá que ser solicitada ao Ministério das Relações Exteriores e este ao Ministério da Justiça, que será a Autoridade Nacional de Cooperação com o TPI.
Biscaia comenta bate boca no Supremo
abril 23, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
Da tribuna, o deputado diz que o episódio pede reflexão em defesa do Estado Democrático de Direito
Brasília (23/4) – O bate boca público que aconteceu entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa é um episódio inédito na história do Judiciário e pede a reflexão em defesa do Estado Democrático de Direito. No entanto, os fatos têm como responsável o próprio presidente do tribunal, pelo comportamento que vem adotando no exercício do cargo. Essa análise é do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), que subiu à tribuna nesta quinta-feira para se manifestar sobre o caso. Leia mais
DISCURSO DE 23/04/2009
abril 23, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados. Em 1964, eu estava cursando Direito na Faculdade de Direito da PUC, do Rio de Janeiro, e em 45 anos sempre atuei na área do Direito como advogado, membro do Ministério Público por 30 anos, Procurador-Geral da Justiça por 6 anos no meu Estado e professor de Direito.
Ao vir para esta Casa em 1999, prossegui minha atuação sempre na área do Direito, na Comissão de Constituição e Justiça, que tive a honra de presidir, em CPIs, no exame de projetos, sempre tive minha atuação voltada para a área do Direito. São 45 anos de vida na área do Direito e quero dizer que nunca havia visto um episódio como o ocorrido ontem no Supremo Tribunal Federal. Fiquei perplexo com o que estava assistindo. Mesmo na época da ditadura militar, o Supremo mantinha uma posição de serenidade.
A que podemos atribuir esse bate-boca entre o Ministro Joaquim Barbosa e o Presidente Gilmar Mendes? Considero que o grande responsável é o Presidente Gilmar Mendes. Já disse nesta Casa que ele pode ser um grande jurista, mas não está sendo um bom Presidente daquela Casa.
Ele pede respeito, mas não respeita os juízes de primeiro grau. Quando dá decisão dentro de sua competência, declara: “essa é uma decisão de um juizinho federal”. Desrespeita o Poder Judiciário como se houvesse hierarquia. O princípio da independência é de todo o Poder Judiciário.
Então, ele não está respeitando os juízes de primeiro grau, não está respeitando o Ministério Público, inclusive atacando o Procurador-Geral da República.
Está concedendo liberdade para criminosos do colarinho branco, no mínimo contestáveis.
Além do mais, está opinando indevidamente sobre qualquer assunto. Percorre o País de norte a sul dando entrevistas e opinando sobre casos concretos, que poderá vir a julgar. Esse é um princípio básico do Direito, há um impedimento, qualquer juiz que se manifesta sobre um caso não pode julgá-lo.
Creio que essa conduta do Ministro Gilmar é que levou a esse estado de coisas. Até compreendo a reação dos demais Ministros prestando solidariedade a seu dirigente. Significa uma defesa do Poder Judiciário como instituição.
Mas, temos de perceber também qual é o sentimento da sociedade brasileira. O pensamento do Ministro Joaquim Barbosa representa o pensamento de milhares de brasileiros. Basta que se acesse os sitespor aí. No momento em que acabou aquela entrevista, apenas um site teve 467 acessos e as pessoas manifestando solidariedade ao Ministro Joaquim Barbosa.
Então, é um momento para que reflitamos. É um momento que não é positivo para as instituições democráticas.
O nosso Parlamento está sendo atacado, algumas vezes com justiça, outras vezes injustamente.
O Supremo está tendo essa falta de serenidade e de compostura.
São fatos que não contribuem para o aprimoramento da democracia, que é aquilo que devemos defender sempre, o Estado Democrático de Direito.
Eu estou perplexo, esperando que a serenidade venha, que o Supremo Tribunal volte a ser aquele Pretório Excelso, que vai dar a última palavra sobre todos os conflitos de interesse que ocorrem em nosso País.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Dantas quer desmoralizar Polícia Federal e juiz De Sanctis
abril 17, 2009 por marcia · 2 Comentarios
Constatação foi feita pelo deputado Biscaia na CPI dos Grampos que ouviu o banqueiro condenado por corrupção
Brasília (16/4) – O deputado Antonio Carlos Biscaia mostrou-se indignado com o depoimento do banqueiro condenado por corrupção Daniel Dantas à CPI das Escutas Telefônicas, nesta quinta-feira. “Fico penalizado com o depoente porque parece que ele é vítima de interceptações, quando, na realidade, tudo indica que ele é autor de interceptações telefônicas”, disse o parlamentar na CPI. Leia mais
Participação de Biscaia na CPI dos Grampos repercute na mídia
abril 16, 2009 por marcia · 2 Comentarios
Brasília (16/4) – A intervenção do deputado Antonio Carlos Biscaia na CPI dos Grampos que ouviu, nesta quinta-feira, o banqueiro condenado por corrupção Daniel Dantas, teve grande repercussão na mídia. Ao se declarar “estarrecido” com o depoimento do empresário, que compareceu pela segunda vez à CPI, o parlamentar petista afirmou que ele distorcia os fatos para se mostrar “vítima” e desmoralizar a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz federal Fausto de Sanctis que o condenou a dez anos de prisão.
Leia, a seguir, notícias divulgadas sobre o assunto, inclusive uma entrevista à TERRA MAGAZINE do portal TERRA.
TERRA MAGAZINE – PORTAL TERRA
Quinta, 16 de abril de 2009, 15h56. Atualizada às 16h39
Biscaia: Poder de Dantas não pode desmoralizar PF
Thais Bilenky
Membro da CPI dos Grampos, o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) avalia que o depoimento de Daniel Dantas hoje (16) à comissão “não merece a menor credibilidade”. Para Biscaia, “as perguntas foram feitas de maneira tal que, para quem chegasse naquele momento, poderia imaginar que Dantas seria uma vítima de gravações e interceptações clandestinas e ilegais, e não aquele responsável pelo contrato com a Kroll, que montou um grande esquema de interceptações no nosso país”.
O deputado petista julga necessário resistir a tentativas de desmoralizar a Polícia Federal e o Ministério Público:
- Nós não podemos permitir, a partir da Operação Satiagraha, que o poder do seu Daniel Dantas, que parece que é muito grande, leve a uma desmoralização da PF. Nós não podemos admitir que o juiz Fausto de Sanctis sofra qualquer tipo de punição.
Biscaia interviu dizendo que “estava absolutamente estarrecido com o que estava vendo”. Em entrevista a Terra Magazine, o deputado elogia a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público:
- Você pode até apontar algum tipo de abuso aqui e ali nas ações da PF, mas nos últimos anos, a ação transparente, republicana, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal têm permitido pela primeira vez nesse país que quadrilhas organizadas do colarinho branco, fraudes, corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro sejam desbaratadas. Isso é um fato público, notório. Todo mundo sabe e aplaude. Porque antigamente no Brasil cadeia era para negro, pobre, infeliz. Hoje estamos vendo uma modificação.
Confira a entrevista com o deputado.
Terra Magazine - Como avalia o depoimento do Daniel Dantas na CPI dos Grampos?
Antonio Carlos Biscaia - Nós não podemos, primeiro, permitir a partir da Operação Satiagraha, que o poder do “seu” Daniel Dantas, que parece que é muito grande, leve a uma desmoralização da PF. Nós não podemos admitir que o juiz Fausto de Sanctis sofra qualquer tipo de afastamento, punição, aposentadoria compulsória porque agiu com absoluta correção e idoneidade. “Tenho um laudo aqui para dizer que a gravação foi falsa, um laudo que eu contratei, que não é oficial”. Acho que o depoimento dele, para quem conhece um pouco de investigação criminal e um pouco de processo judicial na área criminal, é um depoimento que não merece a menor credibilidade.
O Sr. acha que o depoimento ocorre em momento precipitado?
Acho que não levará a nada prosseguir-se com repetição de depoimentos. Ele é uma pessoa muito inteligente nas respostas das questões, conhece de forma muito ampla tudo isso e não vai se auto-incriminar. Então é uma perda de tempo. Por isso eu concordo que essa CPI já alcançou seu objetivo. Ela foi instalada com a finalidade de investigar as escutas ilegais, clandestinas, e já avançou muito nisso. Faz uma proposta de operação legislativa e tal. Se por ventura quiser investir mais o grupo Opportunitty (de Dantas), tem que ser em outra CPI, na minha avaliação.
Acha que Itagiba ter recebido doação de Dório Ferman compromete sua isenção na presidência da comissão?
Percebe-se que quando ele preside o depoimento do Protógenes, visivelmente tentando incriminar o delegado, tem procedimento inverso quando se trata, como hoje, do depoimento do Daniel Dantas. Se isso gera impedimento ou não, ter recebido doação, é uma questão que tem que ficar à análise de outros órgãos. A Câmara tem um regimento que diz que o deputado - para dar um exemplo - se você recebe apoio financeiro de uma empresa, você não pode de forma alguma relatar ou sequer votar em algum projeto que tenha consequência nas atividades daquela empresa. Existe impedimento pelo regimento. Então isso tem que ser analisado pelos órgãos competentes.
Por que o senhor considera Dantas responsável pelo afastamento de Protógenes Queiroz?
(Dantas) foi o responsável pelo afastamento, conseguiu os habeas corpus, ele conseguiu proibir o uso de algema no Brasil! Foi a partir disso… Parece que ele é muito poderoso. Nós não podemos nos deixar levar pelo poder que parece que existe aí, os tentáculos de seu Daniel Dantas.
AGÊNCIA CÂMARA
Deputado diz que Dantas distorce informações para parecer vítima
O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) afirmou que o banqueiro Daniel Dantas está distorcendo as informações sobre os processos a que responde, colocando-se como vítima.
O deputado afirmou que a Polícia Federal e o Ministério Público têm atuado de forma transparente, desmascarando o crime organizado e os crimes de colarinho branco.
Biscaia afirmou que ele apresentou um laudo sobre um processo no qual Dantas já foi condenado por corrupção. Ele afirmou que Dantas tem dado demonstrações de sagacidade e poder, inclusive conseguindo em tempo recorde dois habeas corpus do STF contra prisões absolutamente corretas.
O deputado disse que o banqueiro é provavelmente o responsável pelo afastamento do delegado Protógenes Queiroz da PF, além de tentar constranger o juiz Fausto de Sanctis, responsável pelas prisões da Operação Satiagraha e que tem, em sua opinião, se comportado de maneira absolutamente correta e coerente.
Reportagem - Vania Alves
Edição - Wilson Silveira
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara’)
Agência Câmara
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CONVERSA AFIADA – PAULO HENRIQUE AMORIM
Ministério Público tem que abrir processo contra Dantas
Continua o espetáculo circense em que se transformou a CPI dos Amigos de Dantas, sob a presidência do deputado serrista Marcelo Lunus Itagiba, que prestou serviços ao Ministério da Saúde, na “jestão” Serra, para produzir dossiês.
. Daniel Dantas, o banqueiro condenado, disse no picadeiro central (*) da CPI que a Operação Satiagraha contém gravações legais e gravações ilegais, montagens de gravações.
. Quando lhe perguntaram quais eram as ilegais, Dantas não disse quais eram.
. Diante disso, o Ministério Público Federal, responsável pela acusação baseada na investigação da Satiagraha, tem a obrigação de abrir outro processo criminal contra esse condenado, Daniel Dantas.
. Quais são as gravações ilegais?
.O Ministério Publico prevaricou?
. O Procurador Rodrigo de Grandis é um criminoso, um montador de gravações?
. O Conversa Afiada vai encaminhar esse post ao Ministério Público Federal – São Paulo.
(*) O picadeiro secundário é o corredor anexo ao picadeiro central, onde uma funcionária do Supremo - quem é ela ? – passou instruções a Marcelo Lunus Itagiba. Leia o que o Conversa Afiada já publicou sobre essa relação entre uma funcionária do Supremo e o presidente da CPI dos Amigos de Dantas:
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: E viva o deputado Antonio Carlos Biscaia, que disse que não ia perder tempo com perguntas a esse grampeador, Daniel Dantas. E passou a elogiar o trabalho republicano e transparente da Polícia Federal (leia-se Operação Satiagraha) e do Ministério Publico.
AGÊNCIA BRASIL
Daniel Dantas acusa Polícia Federal de realizar grampos ilegais durante a Satiagraha
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O banqueiro Daniel Dantas, que depõe neste momento na Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas (CPI dos grampos), na Câmara dos Deputados, acusou a Operação Satiagraha de ter realizado escutas telefônicas ilegais a mando do delegado Protógenes Queiroz. Dantas se disse vítima no processo originado pela Satiagraha, realizada pela Polícia Federal (PF).
“Houve gravações ilegais na Satiagraha, coordenada pelo delegado Queiroz . Não se sei se da Polícia Federal ou da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]. Para o banqueiro, a Satiagraha tinha objetivos políticos. “A operação teve múltiplos objetivos. Foi uma operação de espionagem. Os dados colhidos por essa ampla estrutura eram para ser usados na briga societária da BrasilTelecom”, afirmou Dantas.
O banqueiro negou que tenha formado uma equipe para investigar a vida do delegado Protógenes, contrariando o que este disse na CPI. O dono do banco Oportunity também acusou Protógenes de repassar informações sigilosas obtidas na Satiagraha a seus adversários. “Tínhamos a nítida impressão de que as nossas estratégias eram repassadas aos nossos concorrentes.”
Segundo Dantas, o delegado teria repassado ao Citibank, concorrente de seu grupo, estratégias de mercado apreendidas em sua residência. “Nossos concorrentes com interesses empresariais estavam recebendo nossas informações.”
Perguntado sobre um suposto volume de documentos oriundo de grampos ilegais realizados pela Kroll (empresa que teria sido contratada por Dantas para realizar escutas telefônicas clandestinas), que estariam na Justiça dos Estados Unidos, o banqueiro negou sua existência, apontada pelo delegado Protógenes.
Dantas propôs à CPI a contratação de um perito para descriptografar os dados dos discos rígidos apreendidos por Protógenes. “Vamos mostrar que o que ele [Protógenes] tem dito não corresponde à verdade”. Perguntado pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE) se compartilharia os resultados com a CPI, Dantas disse que não se sente seguro para fazê-lo.
O banqueiro tentou desqualificar a operação, comandada por Protógenes, em que Hugo Chicaroni tentou subornar um delegado da PF para que Dantas e seus parentes fossem excluídos das investigações da Satiagraha. Pela tentativa de suborno, o banqueiro foi condenado, em primeira instância, pela Justiça Federal em São Paulo. “Isso é uma armação, e esse crime não houve”, defendeu-se Dantas. Ele apresentou à CPI um laudo que comprovaria que o vídeo em que Chicaroni tenta pagar suborno foi “fraudado” pela PF.
O deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) criticou a postura de Dantas e ressaltou o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público. ”Não podemos concordar com a tentativa de desmoralização da Polícia Federal. Temos que reconhecer o poder do banqueiro Daniel Dantas”, ironizou. Segundo Biscaia, Dantas estaria tentando passar de investigado a vítima. “Estou estarrecido com a tentativa de inversão dos fatos”, afirmou.
A deputada Luciana Genro (P-SOL-RS) qualificou Dantas como o “maior criminoso do colarinho branco em atividade no país”.
DATA: 16/04/09
abril 16, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero, em primeiro lugar, cumprimentar o Ministro Tarso Genro — ao mesmo tempo o Paulo Bernardo — por ter tido a compreensão e conseguir o descontingenciamento de 1 bilhão e 200 milhões do Ministério da Justiça, especialmente do PRONASCI, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, que ficaria inviabilizado se esse descontingenciamento não ocorresse. O Ministro Tarso Genro teve uma atuação importante. A Comissão de Segurança Pública também se manifestou e felizmente os recursos foram liberados.
Em segundo lugar, quero também assinalar a importância, nessa mesma área, da Conferência Nacional de Segurança Pública, que será realizada em Brasília no mês de agosto próximo. Será a primeira vez no País que haverá uma conferência dessa envergadura, dessa dimensão. Os diversos segmentos estarão representados alcançando 2.100 representantes. Já estão sendo realizadas as conferências livres nos Municípios e nos Estados.
Essa representação que virá a Brasília, não tenho dúvida, significará um novo marco para a segurança pública em nosso País. A própria sociedade, ao lado dos profissionais dos trabalhadores em segurança, apresentarão os rumos e os caminhos para aprimorar esse tema que hoje é de grande preocupação para todos nós. Uma conferência livre será realizada na próxima semana em João Pessoa. Estaremos lá para colaborar com esse evento, que é um passo para a conferência nacional.
Em terceiro lugar, quero tratar do tema que envolve a Operação Satiagraha e dizer que hoje mesmo na CPI já me manifestei. Um grupo de Parlamentares está prestando total solidariedade ao Juiz Fausto De Santis. Fizemos um manifesto, que foi entregue a S.Exa., que, entre outras coisas, assinala que o País anseia que a corrupção seja enfrentada em todos os níveis.
No dia 8 de julho do ano passado o Ministério Público Federal e a Polícia Federal desencadearam a Operação Satiagraha que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, do ex-Prefeito de São Paulo Celso Pitta e do megaespeculador Naji Nahas, acusados de diversos crimes, da corrupção, crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As prisões decretadas foram revogadas por decisões do Supremo Tribunal Federal. Não vamos questionar essas decisões, o que já fiz anteriormente. O importante é que não haja uma inversão de valores e que o Juiz Fausto de Sanctis acabe sendo penalizado por sua atuação. Ação independente, corajosa, que é uma prerrogativa, garantia do Poder Judiciário. Poder Judiciário independente, que possa atuar livre de qualquer pressão é uma garantia mais do que para o magistrado, é uma garantia para nós jurisdicionados.
Então, as representações que foram apresentadas contra o magistrado, uma das quais já será apreciada pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo no próximo dia 30 de abril, é uma representação que deve ser desacolhida por aquela Corte Federal de São Paulo. Porque, repito, nos manifestamos assim, confiamos que a decisão dos desembargadores federais isentará de responsabilidade o Magistrado de Sanctis ao reconhecer que suas decisões foram proferidas rigorosamente dentro dos princípios da legalidade no pleno exercício das prerrogativas do Poder Judiciário ao atuar com coragem e independência.
Diversos Parlamentares assinaram esse manifesto de apoio e solidariedade ao Juiz Fausto de Sanctis.
Muito obrigado, Sr. Presidente.”
Biscaia destaca importância da 1ª Conseg
abril 16, 2009 por marcia · Deixe seu comentario
Brasília (16/4) – Em discurso da tribuna, nesta quinta-feira, o deputado Antonio Carlos Biscaia parabenizou os ministros da Justiça, Tarso Genro, e do Planejamento, Paulo Bernardo, por causa da liberação dos recursos orçamentários do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), que tinham sido contingenciados. “Felizmente, os recursos foram liberados”, comemorou.
O parlamentar fluminense também destacou a importância da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que será realizada em Brasília, no mês de agosto, para consolidar a nova política de segurança pública com cidadania, implementada pelo governo do Presidente Lula. Mais de duas mil pessoas participarão, representando os estados.
“Essa representação que virá a Brasília, não tenho dúvida, significará um novo marco para a segurança pública em nosso País. A própria sociedade, ao lado dos profissionais, dos trabalhadores em segurança, apresentarão os rumos e os caminhos para aprimorar esse tema que hoje é de grande preocupação para todos nós”, disse Biscaia.
Leia a íntegra do discurso, no qual referiu-se ainda ao Manifesto de Solidariedade de parlamentares ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, que condenou o banqueiro Daniel Dantas pelo crime de corrupção.
DISCURSO DEPUTADO ANTONIO CARLOS BISCAIA (PT-RJ)
DATA: 16/4/09
“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero, em primeiro lugar, cumprimentar o Ministro Tarso Genro — ao mesmo tempo o Paulo Bernardo — por ter tido a compreensão e conseguir o descontingenciamento de 1 bilhão e 200 milhões do Ministério da Justiça, especialmente do PRONASCI, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, que ficaria inviabilizado se esse descontingenciamento não ocorresse. O Ministro Tarso Genro teve uma atuação importante. A Comissão de Segurança Pública também se manifestou e felizmente os recursos foram liberados.
Em segundo lugar, quero também assinalar a importância, nessa mesma área, da Conferência Nacional de Segurança Pública, que será realizada em Brasília no mês de agosto próximo. Será a primeira vez no País que haverá uma conferência dessa envergadura, dessa dimensão. Os diversos segmentos estarão representados alcançando 2.100 representantes. Já estão sendo realizadas as conferências livres nos Municípios e nos Estados.
Essa representação que virá a Brasília, não tenho dúvida, significará um novo marco para a segurança pública em nosso País. A própria sociedade, ao lado dos profissionais dos trabalhadores em segurança, apresentarão os rumos e os caminhos para aprimorar esse tema que hoje é de grande preocupação para todos nós. Uma conferência livre será realizada na próxima semana em João Pessoa. Estaremos lá para colaborar com esse evento, que é um passo para a conferência nacional.
Em terceiro lugar, quero tratar do tema que envolve a Operação Satiagraha e dizer que hoje mesmo na CPI já me manifestei. Um grupo de Parlamentares está prestando total solidariedade ao Juiz Fausto De Santis. Fizemos um manifesto, que foi entregue a S.Exa., que, entre outras coisas, assinala que o País anseia que a corrupção seja enfrentada em todos os níveis.
No dia 8 de julho do ano passado o Ministério Público Federal e a Polícia Federal desencadearam a Operação Satiagraha que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, do ex-Prefeito de São Paulo Celso Pitta e do megaespeculador Naji Nahas, acusados de diversos crimes, da corrupção, crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As prisões decretadas foram revogadas por decisões do Supremo Tribunal Federal. Não vamos questionar essas decisões, o que já fiz anteriormente. O importante é que não haja uma inversão de valores e que o Juiz Fausto de Sanctis acabe sendo penalizado por sua atuação. Ação independente, corajosa, que é uma prerrogativa, garantia do Poder Judiciário. Poder Judiciário independente, que possa atuar livre de qualquer pressão é uma garantia mais do que para o magistrado, é uma garantia para nós jurisdicionados.
Então, as representações que foram apresentadas contra o magistrado, uma das quais já será apreciada pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo no próximo dia 30 de abril, é uma representação que deve ser desacolhida por aquela Corte Federal de São Paulo. Porque, repito, nos manifestamos assim, confiamos que a decisão dos desembargadores federais isentará de responsabilidade o Magistrado de Sanctis ao reconhecer que suas decisões foram proferidas rigorosamente dentro dos princípios da legalidade no pleno exercício das prerrogativas do Poder Judiciário ao atuar com coragem e independência.
Diversos Parlamentares assinaram esse manifesto de apoio e solidariedade ao Juiz Fausto de Sanctis.
Muito obrigado, Sr. Presidente.”


