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Bancada do PT condena golpe militar em Honduras

junho 30, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

Brasília (30/6) – Os deputados federais petistas divulgaram nota em que condenam “de forma veemente” o golpe militar em Honduras, que depôs o presidente José Manuel Zelaya, no último domingo. “O golpe em Honduras merece a condenação unânime de todas as forças democráticas e o isolamento completo de um governo golpista que não merece ser reconhecido por ninguém num continente que luta pela consolidação da democracia e da liberdade”, afirmam os parlamentares.

A seguir, a nota na íntegra:

A bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados condena de forma veemente o golpe de estado levado a efeito pelas Forças Armadas de Honduras contra o governo legítimo e democrático do Presidente José Manuel Zelaya.

Para a bancada do PT a única forma de superar a crise hondurenha reside na devolução do poder ao Presidente legítimo, nesse sentido manifesta seu apoio à diplomacia brasileira e dos demais países latino-americanos que se negam a reconhecer um governo originário de um golpe de força.

A bancada expressa também sua esperança de que o governo americano e a OEA (Organização dos Estados Americanos) neguem seu reconhecimento diplomático aos golpistas que assaltaram o poder em Tegucigalpa.

O golpe em Honduras merece a condenação unânime de todas as forças democráticas e o isolamento completo de um governo golpista que não merece ser reconhecido por ninguém num continente que luta pela consolidação da democracia e da liberdade.

Biscaia é destaque no site do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

junho 24, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

Brasília (24/06) – O site do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (www.mp.rj.gov.br) destaca o voto do deputado Antonio Carlos Biscaia contra o Projeto de Decreto Legislativo que regulamenta o uso de algemas. Leia, a seguir. 

Biscaia se opõe a Projeto de Decreto Legislativo que regulamenta o uso de algemas

O Procurador de Justiça e Deputado Federal Antonio Carlos Biscaia − um dos maiores representantes da corrente que discorda das novas regras sobre o uso de algemas − votou contra a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo nº 853/08, cujo objetivo é disciplinar a aplicação da Súmula Vinculante nº 11, editada pelo Supremo Tribunal Federal em agosto de 2008.

Na ocasião, o STF entendeu que os presos só devem ter as mãos imobilizadas em casos excepcionais, que incluam ameaças concretas à segurança alheia, podendo a autoridade que descumprir a decisão responder civil e criminalmente, e a prisão ser anulada. Questionando o posicionamento dos Ministros, Biscaia afirmou que a decisão estava na “contramão dos anseios da sociedade brasileira, que não tolera mais a impunidade”.

Antonio Carlos Biscaia, que foi Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro nos períodos 1984/1986 e 1991/1995, é contrário ao Projeto de Decreto por acreditar que a iniciativa do STF de aprovar às pressas a Súmula Vinculante nº 11é inconstitucional.

Segundo Biscaia, o enunciado vai de encontro ao objetivo do mecanismo das súmulas vinculantes, criado para agilizar os processos jurisdicionais.

Eis a íntegra do voto do Deputado Antonio Carlos Biscaia.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 853, DE 2008

Susta a aplicação da Súmula Vinculante nº 11, do Supremo Tribunal Federal, que restringe o uso de algemas.

Autor: Deputado JOÃO CAMPOS

Relator: Deputado GERALDO PUDIM

 

VOTO EM SEPARADO 

O ilustre relator, deputado Geraldo Pudim, na fundamentação do voto contrário a esta proposição, argumenta que é inaplicável na espécie o art. 49, inciso V, da Constituição Federal, pelo fato de que a Súmula Vinculante n.º 11 não constitui ato do Poder Executivo.

Com a devida vênia, entendemos que o referido dispositivo constitucional é antes de mais nada um instrumento de proteção das funções essenciais do Poder Legislativo. Não se pode conceber que, no sistema de coexistência de três Poderes harmônicos e independentes, um deles seja considerado incólume a mecanismos de correção de eventuais desvios, sob pena de o equilíbrio republicano regredir a uma situação de dominância de um daqueles sobre os demais. Tanto assim, que o inciso XI do mesmo artigo 49, que trata da competência exclusiva do Congresso Nacional, prevê:

Art. 49 (…)

XI – zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; (grifou-se)  

A referência exclusiva ao Poder Executivo no art. 49, inc. V, certamente decorre do fato de que era inconcebível ao constituinte originário a situação hoje vivenciada, de um ativismo judicial que por meio de comandos normativos exorbita suas funções próprias, usurpando a representação popular.

Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, no mês de agosto de 2008, aprovou a Súmula Vinculante n.º 11, com o seguinte teor:

Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 

O instituto da Súmula Vinculante foi adicionado à Carta Magna pela Emenda Constitucional n.º 45/2004 no art. 103-A, cuja redação também reproduzimos a seguir:

Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.

§ 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.

(…)

Os precedentes evocados pelo STF limitam-se a quatro acórdãos, nas seguintes ações: Recurso em Habeas Corpus n.º 56.465-8, publicado no Diário da Justiça em 06/10/1978; Habeas Corpus n.º 71195-2, publicado no Diário da Justiça em 04/08/1995; Habeas Corpus n.º 89.429-1, publicado no Diário da Justiça em 02/02/2007; e Habeas Corpus n.º 91.952-9, publicado no Diário da Justiça em 19/12/2008. 

Portanto, o cotejo dessas ações com o texto do artigo 103-A da Carta Magna evidencia que a aprovação da Súmula Vinculante n.º 11 não observou os requisitos constitucionais pertinentes: diante de somente quatro julgados de referência, um dos quais datado de vinte anos atrás, não se verifica qualquer “controvérsia atual” a opor órgãos judiciários e a administração pública, ou “grave insegurança jurídica”, e ainda menos “relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica”, conforme inequivocamente demanda o referido dispositivo.

Na verdade, o contexto e as motivações que levaram à aprovação da Súmula Vinculante n.º 11 estão descritas em reportagem da jornalista Mariângela Gallucci, da Agência Estado, publicado na versão on-line do jornal O Estado de São Paulo no dia 13 de agosto de 2008:

STF aumenta punição para abusos no uso de algemas

MARIÂNGELA GALLUCCI - Agencia Estado

 

BRASÍLIA - Desafiados pela Polícia Federal (PF), que ontem algemou 32 presos da Operação Dupla Face, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram hoje em tempo recorde para os padrões da Corte uma súmula vinculante que prevê punições severas para policiais e autoridades que algemarem pessoas sem necessidade e a responsabilização do Estado. Além disso, os agentes terão de justificar por escrito o motivo para o uso de algemas. Quem for vítima de abuso pode reclamar diretamente ao STF. Num único dia, os ministros redigiram e aprovaram o texto. (grifou-se).

O objetivo da inovação introduzida pela Emenda Constitucional n.º 45/2004 foi prestigiar a celeridade da prestação jurisdicional, desafogando o sistema de ações reiteradas e redundantes; entretanto, o que se observa é a malversação desse instituto, e sua manipulação como um despótico instrumento de retaliação contra o que os integrantes da Corte consideraram uma afronta ao seu posicionamento.

Quanto aos aspectos de mérito, a exigência de fundamentação por escrito para o uso de algemas explicita bem o açodamento e a inobservância do interesse público em uma medida tomada em tais circunstâncias: os agentes policiais se vêem privados de valer-se eficazmente de um instrumento de defesa em suas missões de repressão criminal, ante a impossibilidade de se antever a reação dos indivíduos postos sob custódia.

Ninguém mais do que os representantes populares, democraticamente eleitos, sabe reconhecer o valor dos direitos e garantias individuais; mas é em prol mesmo da democracia que urge reafirmarmos as prerrogativas do Poder Legislativo, opondo-nos a essa Súmula de caráter classista, que surge apenas como reação à sujeição de indivíduos de classes abastadas aos procedimentos policiais.

Portanto, em razão da inconstitucionalidade da Súmula Vinculante n.º 11, além da inconveniência e inoportunidade de seu mérito, voto contrariamente ao parecer do relator, pela aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n.º 853-08.

Sala das reuniões, 10 de junho de 2009.

Deputado Antonio Carlos Biscaia

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Militância da Democracia Popular reuniu-se em Niterói para discutir o PED

junho 24, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

Com o tema “O PT e os desafios do próximo PED (Processo de Eleição Direta)”, militantes da corrente política Democracia Popular, ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), reuniram-se na última terça-feira (15/06) na sede do partido em Niterói, para abrir uma série de discussões sobre o processo de eleição direta do PT que ocorrerá no dia 22 de novembro. O evento teve a abertura com a fala da militante Ana Lúcia, ex-candidata  a vereadora no município, e como palestrantes o vereador Waldeck Carneiro e o professor de história e militante do partido Hélio Ricardo. Ficou decidido que os encontros da corrente política serão mensais até o PED e o próximo será no dia 27 de julho.   

Fonte: Blog do José Renato

Bens apreendidos não perecíveis estão impedidos de ter leilão antecipado

junho 24, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

Esse foi o entendimento da CCJ ao aprovar parecer do deputado Biscaia

Brasília (24/6) – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira, parecer do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) que rejeita projeto de lei do deputado Ratinho Junior (PSC-PR). A proposta pretendia autorizar o leilão de bens apreendidos, mesmo quando não perecíveis, e o depósito judicial do valor apurado. Prevaleceu o entendimento de que a proposta fere o preceito constitucional do direito de propriedade. Leia mais

PEC do divórcio é aprovada na CCJ do Senado

junho 24, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

divorcio_70.jpgMenos de um mês depois de ter sido aprovada na Câmara, proposta do deputado Biscaia recebe voto favorável de senadores.

Brasília (24/6) A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a exigência de prazo para o casal se divorciar, de autoria do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira. Leia mais

CCJ debate nova lei de ação civil pública

junho 18, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

Comissao da CCJCAudiência pública reuniu juristas, procuradores, defensoria pública, advogados e representantes dos empresários e dos municípios

Brasília (18/6) – Dez especialistas em Direito reuniram-se em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para exporem suas posições sobre o projeto de lei 5139/09, que disciplina a ação civil pública. O debate foi proposto pelo deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), relator do projeto.

O PL foi encaminhado pelo Executivo a partir de um anteprojeto elaborado por ampla comissão no Ministério da Justiça. Dentre as inovações do Projeto está a ampliação do rol daqueles que podem ingressar com uma ação civil pública. Por exemplo, pelo projeto, OAB, partidos políticos, sindicatos e entidades civis poderão ajuizar esse tipo de ação. Leia mais

Biscaia é da Frente em Defesa da Petrobras

junho 18, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

Brasilia (17/6) - O deputado Antonio Carlos Biscaia assinou o manifesto de criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, lançada nesta quarta-feira durante o seminário Petrobras: Patrimônio do Povo Brasileiro, na Câmara dos Deputados. A Frente é formada por senadores e deputados e vai atuar nas questões que envolverem a estatal brasileira.

Movimento contra Lei Maluf é lançado por membros do Ministério Público e do Judiciário

junho 17, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

PL de autoria do Deputado Paulo Maluf pretende estabelecer pena para membros do Ministério Público que entrarem com ação civil pública, motivados supostamente por má-fé ou perseguição.

Brasília (17/6) - O Presidente da ANPR, Antonio Carlos Bigonha, e os presidentes de sete entidades de classe de membros do Ministério Público e do Judiciário entregaram manifesto contra o projeto da Lei Maluf ao Presidente da Câmara, Michel Temer, aos líderes partidários, parlamentares e imprensa. A divulgação do manifesto ocorreu nesta quarta-feira (17/6), no Salão Verde da Câmara dos Deputados, e marcou o início da campanha nacional contra a Lei Maluf.

Temer se mostrou sensível ao manifesto dos membros do Ministério Público. “É importante estreitar as relações com o Ministério Público e ouvir os dois lados”, disse o presidente da Câmara sobre o projeto de autoria do deputado Maluf (PP-SP). Leia mais

NÃO a aumento da idade para aposentadoria compulsória

junho 17, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

pec-dos-75.jpgJuízes e procuradores fazem manifestação na Câmara dos Deputados contra “PEC da Bengala” que passa de 70 para 75 anos o limite de idade para permanência no serviço público

Brasília (17/6) – Nove entidades representativas de membros do Judiciário e do Ministério Público realizaram um ato contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 457/2005, que aumenta a idade para aposentadoria compulsória do servidor público, de 70 para 75 anos e ficou conhecida como “PEC da Bengala”. O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) participou da manifestação no Salão Verde da Câmara dos Deputados que, em sua opinião, serviu para sensibilizar outros parlamentares que ainda têm dúvida sobre o assunto. Leia mais

Biscaia é destaque no Informes PT, boletim da Bancada petista na Câmara dos Deputados.

junho 17, 2009 por marcia · Deixe seu comentario 

Câmara aprova projeto que vai agilizar justiça federal
16/06/09 - 19:20 

 
biscaia_microfone.jpgO plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei (PL 5829/05), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que cria 230 novas varas federais para permitir a interiorização e mais agilidade da justiça federal.

Para o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) o projeto vai facilitar os trabalhos da justiça federal, principalmente nos municípios do interior do país.

“Os dados apresentados pelos juízes revelam que existem hoje no país 40 milhões de processos ajuizados em todas as instâncias. Desse total, 10 milhões são da justiça federal que tem um quadro muito pequeno de juízes e serventuários e ainda não está interiorizada, ao contrário da justiça estadual e trabalhista, que é federal especial. Hoje, pela ausência de juízes federais em cidades do interior, muitas vezes a competência acaba ficando na justiça estadual, o que não é correto quando a matéria é de competência federal. Então, esse projeto vai contribuir para agilizar a justiça federal. Vai ainda facilitar a implantação dos juizados especiais, para as causas de menor complexidade”, explicou Biscaia.

O texto aprovado prevê a implantação gradativa de 46 varas por ano de 2010 a 2014. A matéria segue para análise do Senado.

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