Agradecimento
outubro 15, 2010 por marcia
Agradeço sensibilizado o apoio e o incentivo dos verdadeiros amigos e amigas, que nunca me faltaram nos caminhos da vida.
Constitui princípio básico que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Assim, nos regimes democráticos, que sempre defendemos, não se deve negar a vontade popular expressa nas urnas, mas tentar entendê-la.
No meu caso pessoal, ainda estou analisando o resultado eleitoral do último dia 3 de outubro…
Em 30 anos de atividade no Ministério Público, tendo sido Procurador-Geral de Justiça em três mandatos, sempre mantive conduta ética na busca da verdadeira justiça, alcançando assim o respeito da sociedade fluminense.
Nos mandatos de Deputado Federal, obtidos em votações crescentes: 22.000 em 1998, 42.000 em 2002 e 57.000 em 2006, tenho consciência de ter representado meus eleitores com competência, dignidade e honradez. Obtive o reconhecimento de diversos órgãos de acompanhamento da atuação parlamentar e, em 2009, recebi o Prêmio Congresso em Foco como o deputado que mais se destacou no combate à corrupção, por votação de 176 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional.
Nas eleições deste ano, as atividades de campanha foram adequadamente coordenadas e executadas. Cresceram os apoios e as áreas de atuação: além do tradicional comitê Tijuca, tivemos três comitês em Niterói e um em Teresópolis, Realengo e Copacabana. Ampliamos as ações em Petrópolis, Caxias, São João de Meriti, Barra Mansa e Volta Redonda.
Apesar de todo o trabalho desenvolvido, sofremos uma contundente derrota política e eleitoral, descendo de 57.000 votos em 2006 para 22.895 em 2010.
Embora o processo eleitoral seja contaminado pelo abuso do poder político e do poder econômico, a legislação eleitoral não seja respeitada, a corrupção não seja enfrentada e alguns candidatos do PT tenham agido de forma desleal, ainda assim não tenho uma explicação convincente para o desastroso resultado eleitoral.
Ao que parece, os eleitores do Estado do Rio de Janeiro não consideraram minha biografia e reprovaram minha atuação parlamentar.
A reflexão prossegue e a dúvida persiste: “será que na atividade político-partidária há espaço para homens e mulheres de bem?”
Abraços fraternos
Biscaia





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