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CONGRESSO PRECISA INVESTIGAR DENÚNCIAS CONTRA SARNEY

julho 15, 2009 por marcia 

BISCAIA SE POSICIONA SOBRE CASO ENVOLVENDO PRESIDENTE DO SENADO E DIZ QUE PARLAMENTO NÃO PODE SER CONIVENTE COM INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO

rosto_5_280.jpgBrasília (15/7) – O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) defendeu, nesta quarta-feira, a investigação das denúncias envolvendo o presidente do Senado, José Sarney. “Como homem público, o senador Sarney demonstra ignorar que os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade prevalecem sobre quaisquer privilégios pessoais”, declarou.

Na avaliação do parlamentar fluminense, ao afirmar que “não é um homem comum para ser julgado dessa forma”, na ocasião em que discursou para se defender das acusações, o senador José Sarney se considerou “superior aos cidadãos e cidadãs” e revelou “absoluto desprezo ao preceito constitucional básico da igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

Biscaia lembrou a trajetória política de Sarney: “trata-se de político que surgiu e cresceu beneficiado pela ditadura militar e que simboliza o abuso do poder econômico e político”. Acrescentou que desde 1966, quando foi nomeado pelos militares para governar o Maranhão, Sarney e seus liderados “mandam” no estado. E que a filha dele, a senadora Roseana Sarney, “ganhou no tapetão” o direito de assumir o governo do Maranhão que tinha perdido para Jackson Lago.

Para o deputado petista, não há como dissociar Sarney de Agaciel Maia, ex-diretor geral do Senado, pivô da crise, nomeado pelo senador em 1985 quando também presidiu a Casa. “Sob mandos e desmandos” de Agaciel, disse Biscaia, é que o Senado “inflou em farra de diretores”, distribuiu benesses entre os senadores, editou atos secretos para encobrir contratações que não podiam aparecer, como as de parentes diretos de Sarney. Agora, surgem denúncias sobre irregularidades da Fundação José Sarney, controlada pelo atual presidente do Senado.

Diante de tudo isso, o deputado Biscaia informou que apoia a nota divulgada pelo coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), que cobra do Congresso Nacional a investigação sobre os fatos “sob pena de mostrar-se conivente com todos os indícios de corrupção já revelados”. Disse ainda que o recesso parlamentar “não pode funcionar como mecanismo de esfriamento da crise e manto de proteção de eventuais crimes porventura relacionados aos indícios já levantados”.


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