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Mudou tudo, em um mês?

março 31, 2010 por marcia 

Brasilia Confidencial questiona últimos resultados do Data Folha que dão vantagem a Serra

O site de notícias Brasília Confidencial – www.brasiliaconfidencial.inf.br – publicou matéria em que considera “incríveis” os últimos resultados do Datafolha sobre a disputa para as eleições presidenciais. Leia s seguir:

Datafolha anima tucanos com resultados incríveis

E de repente, sem que nada de impactante tenha ocorrido na campanha, o Datafolha produziu e a Folha de São Paulo mostrou no sábado, 27, uma pesquisa em que, no espaço de um mês, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ganhou cinco pontos, aumentou de 4 para 9 a vantagem sobre Dilma Rousseff, ampliou para 28 pontos a vantagem sobre a petista no Sul, cresceu 5 pontos entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos; e abriu vantagem de 15 pontos sobre Dilma junto ao eleitorado feminino.

É uma série tão incrível de “resultados” que a própria Folha de São Paulo publicou, no domingo, editorial em que os considera “surpreendentes”. E, ainda na edição dominical da Folha, o jornalista Clóvis Rossi classificou o resultado como um “denso mistério”. Rossi escreveu:

“Não consigo encontrar uma explicação forte para o fato de José Serra ter subido quatro pontos em um mês. (…) Que Dilma Rousseff parasse nos 28% ou 27% é compreensível. Deve ter havido uma pausa (ou interrupção definitiva, sabe-se lá) no empurrão que o prestígio do presidente Lula dá à sua candidata. Mas o que houve para que Serra subisse? (…) Diminuíram as chuvas, é a hipótese levantada pelo meu guru do Datafolha, Mauro Paulino. Pode ser, mas, pela lógica, seria motivo para que Serra estacionasse, não para que subisse, certo?”.

Surpreendente para a Folha, misterioso para Clóvis Rossi e inacreditável para quem examine a evolução das pesquisas e esteja atento aos candidatos e ao eleitorado, o resultado a que chegou o Datafolha animou o PSDB às vésperas da renúncia do governador Serra e do anúncio formal de sua candidatura à Presidência. Foi uma coincidência e tanto.

Sucessivas pesquisas realizadas e publicadas a partir de janeiro, inclusive uma do Datafolha, no fim de fevereiro, indicavam importante redução da diferença entre Dilma e Serra. No Datafolha a diferença, que era de 14 pontos em dezembro, desabara para quatro pontos, e os índices passaram a ser de 32% para Serra e 28% para Dilma. Agora, em um mês, a vantagem de Serra saltou de quatro para nove pontos – mais do que dobrou – e os índices apontados pelo instituto foram de 36% para Serra e de 27% para Dilma.

Em fevereiro, segundo o Datafolha, eleitores antes inclinados a votar em Serra passaram a manifestar preferência por Dilma; o tucano estava em queda no Sul e no Sudeste; perdia eleitoras e caía no segmento do eleitorado formado pelos brasileiros mais pobres. Em 30 dias, indica o Datafolha agora, mudou tudo.


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