Parlamentares apoiam Protógenes e De Sanctis
março 25, 2009 por marcia
Grupo de deputados e senadores reuniu-se após discurso de Biscaia pedindo posicionamento do Parlamento no caso Satiagraha
Brasília (25/3) - Um dia depois do discurso do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), manifestando preocupação sobre os rumos que os fatos relativos à Operação Satiagraha estão tomando e pedindo um posicionamento do Parlamento, um grupo de deputados e senadores reuniu-se, nesta quarta-feira, para declarar solidariedade ao delegado da Policia Federal Protógenes Queiroz e ao juiz federal de São Paulo Fausto De Sanctis. O primeiro foi responsável pelas investigações que levaram à condenação, decidida em sentença judicial do segundo, do banqueiro Daniel Dantas do Grupo Opportunity.
Biscaia considerou o encontro dos parlamentares extremamente importante porque “recolocou” os fatos como eles são. “O trabalho feito pelo delegado Protógenes, do qual foi afastado, é uma das mais importantes peças sobre a atuação do crime do colarinho branco em nosso país e o juiz federal De Sanctis agiu no estrito cumprimento de seu dever”, disse o deputado petista. E foi isso, acrescentou, que os deputados e senadores quiseram mostrar ao reunirem-se com o delegado no gabinete do senador José Nery (PSOL-PA).
Ele avalia que os dois profissionais estão sendo vitimas de uma perseguição por causa das posições que adotaram em relação ao banqueiro Daniel Dantas. O delegado está respondendo a inquérito na Policia Federal, acusado de desvios funcionais. E o juiz responde a ações da Corregedoria Geral da Justiça Federal de São Paulo, acusado de descumprir decisões de tribunais superiores.
A Operação Satiagraha da Policia Federal, conduzida por Protógenes Queiroz até julho do ano passado, investiga denúncias de uso irregular de verbas públicas e remessa ilegal de recursos para o exterior. “O que acontece hoje é que os profissionais que são artífices do caso estão sendo perseguidos, havendo até rumores de que Protógenes será preso quando for depor na CPI das Escutas Telefônicas na Câmara, no dia 1º de abril. Isso seria o maior dos absurdos, pois se caracterizaria uma inversão de papéis, onde o investigador passaria a ser o criminoso”, sustenta o deputado Biscaia.
Prisão
Os parlamentares decidiram participar da reunião da CPI e também procurar o ministro da Justiça, Tarso Genro, para falar sobre o inquérito policial interno contra o delegado. Obtiveram da direção da CPI a garantia de que o delegado não receberá voz de prisão. Isso só poderá acontecer se o depoente cometer alguma infração durante a reunião da comissão.
Participaram da reunião, além de Biscaia e José Nery, os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Inácio Arruda (PCdoB-CE); e os deputados Ivan Valente (PSOL-SP), Luciana Genro (PSOL-RS), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Janete Capiberibe (PSB-AP).



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